Project Description

    Crossover Fado
    O Fado é seguramente a única canção portuguesa reconhecida internacionalmente como tal. De origem popular e desenvolvida em ambientes urbanos, trocou influências com géneros como a Morna, o Chôro, o Bolero…
    Se é difícil e pouco consensual determinar a sua origem, será mais fácil apreciar a emoção que transmite, ora com textos que vão da poesia popular a Camões, ora com os gemidos da Guitarra Portuguesa ou outros instrumentos que pelo Fado se vão aventurando em instrumentais de rara beleza.
    Recentemente elevado a Património Imaterial da Humanidade pela UNESCO, ganha cada vez mais espaço no âmbito da word-music, sendo de facto uma Música do Mundo. Este projecto vem apresentar Fado em várias vertentes, desde a mais tradicional a fusões mais ou menos inusitadas, onde a surpresa e a improvisação ocuparão lugar de destaque.

    Artur Caldeira, guitarra clássica e portuguesa, professor
    É natural de Braga, Portugal. Licenciado em Guitarra Clássica e Mestre em Interpretação Artística pela Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo do Porto e na classe do Prof. José Pina, iniciou os seus estudos musicais no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga, sob a orientação do mesmo Professor. É actualmente doutorando na “Universidad da Extremadura”, em Espanha. Obteve o 1º prémio do concurso nacional “Parnaso 93” e o 1º lugar ex-aequo do “Prémio Helena Sá e Costa 1995”.
    Tocou com a Orquestra Clássica sob a direcção dos Maestros Meir Minsky, João Paulo Santos, Marc Tardue e Niel Thompson e com a Orquestra do Norte sob a direcção do Maestro Ferreira Lobo e gravou para a R.D.P.. Realizou concertos de Música de Câmara, designadamente a dúo com o guitarrista José Pina, com quem realizou a estreia absoluta da obra “Itinerários” de Fernando Lapa e o violoncelista Jed Barahal, com quem realizou a estreia absoluta das obras “Plural VIII” e “Lamentos” de Fernando Lapa.
    Apresentou igualmente em estreia absoluta a obra “Em Memória da Madrugada” para Guitarra Portuguesa e Orquestra, da compositora Marina Pikoul e sob a direcção do Maestro David Lloyd. Fundou o grupo “Som Ibérico”, para o qual escreve vários arranjos de temas da Música Popular Urbana Portuguesa. Com este grupo participou em importantes festivais de World Music na Península Ibérica e gravou um CD, assinando a produção e a direcção musical. Participou, como músico convidado, no filme “Fados”, do realizador espanhol Carlos Saura, ao lado de Mariza, Miguel Poveda, Paulo Soares, Juan Carlos Romero e Carlos do Carmo. No âmbito do Fado, trabalhou ainda com João Braga, Maria Ana Bobone, Ricardo Ribeiro, Ana Sofia Varela, Cláudia Madur, Diamantina, Carlos do Carmo, Ricardo Rocha, José Luís Nobre Costa, Joel Pina, entre outros. A sua versatilidade permite-lhe abordar um repertório que abrange diversos idiomas musicais, incluindo o Jazz, tendo-se apresentado em público em Portugal Continental, Madeira e Açores, e ainda em países como Espanha, França, Itália, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Marrocos, Moçambique e África do Sul. Professor do Conservatório de Música do Porto desde 1992, lecciona actualmente na ESMAE – IPP.

     

    Ana Barros, canto, alumni
    Ana Barros é licenciada em Canto pela ESMAE, onde frequentou as classes de Rui Taveira e Fernanda Correia. Entre 2003 e 2006, no Estúdio de Ópera da Casa da Música trabalhou com Peter Harrison, Lorna Marshall e Jeff Cohen. Ao longo da sua formação trabalhou com nomes como Jill Feldman, Philip Langridge, Gundula Janovic, Laura Sarti, Hilde Zadek, Patricia McMahon e Elisabete Matos.
    No decurso da sua carreira tem trabalhado sob a direcção de diversos Maestros: J. L. Borges Coelho, R. Massena, A. Saiote, M. Ivo Cruz, Eugénio Amorim, Osvaldo Ferreira, R. Gwilt, M. Andre, W. Lacey, F. LaVeccia, R. Manfredini, C. König, J. Lombana, G. Andreoli e M. Tardue. Apresenta-se regularmente nas salas de maior prestígio no país, com as orquestras portuguesas Sinfonica do Porto – Casa da Música, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra do Norte, e também com orquestras no estrangeiro, tais como: Sinfónica de Galicia, Orquestra da Royal Academy of Music of London. Tem participado em várias produções de ópera: L’Elisir d’amore (Donizetti); Madame Butterfly (Puccini); Cunning Little Vixen (Janácek); Die Zauberflöte, Don Giovanni, Bastien und Bastienne e Le Nozze di Figaro (Mozart); Il Trovatore (Verdi); Hänsel und Gretel (Humperdink); Un mari à la porte (Offenbach); L’Ivrogne corrigé (Gluck); Joaz (B. Marcello); Die Lustige Witwe (Lehár); Cavalleria Rusticana (Mascagni); Amor de perdição (J. Arroyo); Carmen (Bizet); O Rapaz de Bronze (Nuno Corte-Real); Serrana (A. Keil) – arranjo por Victor de Faria para o Quarteto Vintage. Dedica-se também à interpretação de música contemporânea portuguesa, contando com gravações para a rádio (Antena2), TV (Rtp1 e Rtp2) e CD.
    Recentemente, fez uma digressão pela Califórnia e Oregon, com a pianista C. Margotto e o violoncelista J. Barahal. Ana Barros tem estreado obras de Vasques Dias, Corte-Real, J. F. Lézé, E. Amorim, F. Lapa, Fernando Valente, Carlos Azevedo, P. Faria Gomes e Chagas Rosa. Apresenta-se em duo com os pianistas Isabel Sá, Christina Margotto e António Oliveira, o guitarrista Augusto Pacheco com o qual gravou a música de câmara para guitarra e voz de F. Lopes Graça. Ana Barros tem dedicado especial atenção ao fado, tendo gravado com o grupo Som Ibérico, dirigido por Artur Caldeira. Com o Fatum Ensemble, efetuou uma tournée pelo México em 2013.
    Com o projeto “Momentum”, apresentar-se-á em Dublin, York e Vigo, assim como em vários teatros e auditórios portugueses, e gravará um álbum com música baseada na tradição do fado. Trabalha com o pianista Bruno Belthoise na apresentação em 2014 do espetáculo Severa – O fado de um fado, encenado por Pedro Ribeiro. Ainda com Bruno Belthoise trabalhará na apresentação do projeto BWK com o quinteto de sopros francês Concert Impromptu, apresentando-se nos aclamados Festivais da Normadia (França) e no Festival Brecht (Alemanha).

     

    António Augusto Aguiar, contrabaixo, professor
    Após a sua formação na ESMAE com Florian Pertzborn, graduou-se em 2000 com Distinction no Mestrado em Performance MMUS na Royal Academy of Music – Londres, com Duncan Mctier. Foi premiado com o Major Prize “Special Foundation Award” e obteve o diploma “Licenciate – Double Bass teacher”.
    Venceu o concurso “Manlio & Selma Di Veroli Double Bass Prize” (1999). Solista do grupo de música contemporânea Remix Ensemble desde 2000, gravou uma dezena de CD’s dedicados à música contemporânea. Integra o grupo de câmara Camerata Senza Misura com o qual gravou o CD “Miguel Torga – retratos e paisagens” – Numérica. Desenvolve desde 1992 uma sólida actividade na área do jazz. Foi durante cinco anos contrabaixista da ‘Orquestra de Jazz de Matosinhos’.
    Destaca-se a participação nos CD’s “A Lenda” de Carlos Azevedo, “Encomenda” do Quinteto de Mário Santos, “Narsad Suite” de Luis Lapa, “Ad Libitum” para contrabaixo solo, “Raku” de Hugo Danin Trio e “Nuvem” do quarteto de Mário Santos. A sua obra “Pandora” (Improvisação) foi interpretada pelo Remix Ensemble na Casa da Musica (Porto), nos Açores, em Clairemont Ferrain (França) e no Festival de Huddersfield (Inglaterra).
    É professor na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo. António Aguiar concluiu em 2012 o Doutoramento em Música na Universidade de Aveiro com o tema: Forma e memória na Improvisação.

     

    António Saiote, clarinete, professor

     

    Daniel Paredes, guitarra clássica
    Daniel Paredes nasceu em Wil, Suíça, em 1991. Começou a estudar Guitarra clássica aos oito anos de idade, influenciado por Artur Caldeira. Já a residir em Portugal, frequentou o Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga até à conclusão do Ensino Secundário e na classe do professor Rui Gama. Participou em masterclasses com Ricardo Moyano, Celso Machado, Carlinhos Machado, José Pina, Artur Caldeira, Margarita Escarpa e Carlos Bonnel. Ganhou o segundo prémio no Primeiro Concurso de Guitarra do Fundão, o segundo prémio no concurso Luso-Espanhol de Fafe e dois primeiros prémios no Conservatório Calouste Gulbenkian de Braga.
    Dedica-se a um repertório eclético enriquecida por linguagens como o Jazz e o Fado, tendo-se apresentado em público, em Portugal, Espanha, Roménia, Lituânia e Chipre. A sua versatilidade tem influenciado muitos jovens guitarristas no estudo deste instrumento. É actualmente finalista da Licenciatura em Guitarra da ESMAE, Porto, na classe do professor Artur Caldeira.

     

    Márico Pinto, percussão
    Márcio Pinto iniciou os estudos musicais em 1999 começando pela guitarra clássica, dois anos depois começa a estudar bateria. Em 2003 ingressa na escola profissional de Música de Espinho no curso de percussão sob a orientação dos professores Joaquim Alves, Nuno Aroso, Pedro Oliveira e Rui Gomes. Durante esse período em que frequenta o curso profissional faz também estudo de percussões do Mundo com Pancho Tarabia e Nicolas Arnicho.
    Participa ainda nesse período de três anos em vários masterclasses com os seguintes professores: Jean Françóis Lézé, Michael Weilacher, Dalga Larrondo, Speak percussion duo, Joel Grare, Nicolas Arnicho, Emmanuel Séjournée e Nicolas Martynciow. Faz Vários concertos com a Orquestra clássica de Espinho dos quais destaco concertos com os Solistas Maria João e Mário Laginha no Festival internacional de Vigo, Toca também com a Orquestra do Norte onde participa em gravação de cd.
    Em 2006 entra na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo no curso de percussão com os Professores Miguel Bernat, Manuel Campos, Nuno Aroso, Jean Françóis Lézé e Michael Loren, frequentou na mesma escola curso intensivo de timbilas Moçambicanas com Matchume Zango. Toca no ano 2006/2007 com a Orquestra Nacional do Porto, é músico assistente das aulas de dança da monitora Eva Azevedo no Ballet teatro, Ginasiano, Contagiarte e entra para o grupo de dança e percussão Semente onde desenvolve parte de percussão tradicional africana, Actuou em vários Festivais em Portugal e Espanha, gravam dvd em 2007. Participou em workshop Nível Profissional com Billy Konaté e Namory Keita.
    Em 2008 viaja numa tour de 17 concertos na America do sul com o grupo Olivetreedance, fez estudos de ritmos tradicionais brasileiros em Salvador da Bahia.
    Em 2009 viaja em tour de três concertos á India com o Grupo Olivetreedance, viaja a Burkina Faso onde fez curso intensivo de Balafon com o Mestre Issiaka Dembelé. Frequentou o curso de animador musical na Casa da Música com Tim Steiner. Tocou com Sérgio Godinho como músico convidado, na apresentação de “final de rascunho”, concerto apresentado na Casa da Música.
    Trabalha com o Grupo Retimbrar da Casa da Música onde é orientador, Trabalhou em 2010/2011 com os Homens da Luta. Em fevereiro 2011 fez tour com Olivetreedance nos U.S.A onde se destaca South By Southwest em Austin Texas, onde fizeram gravação nos estudios Fire Station, University of Texas. Em junho faz tour com Olivetreedance na Italia e Irlanda, concerto Sonopolis na Casa da Música. leciona aulas de percussão na academia de Música de Perosinho e Academia Artâmega. Apresentou um trabalho a solo dedicado a África no Festival de bateria e percussão da lavra. Actualmente toca com Olivetreedance, Bate&Bala, Drumming Grupo de Percussão, FreeLancer.

     

    Quarteto de Cordas
    Vítor Vieira,
    1º violino, professor
    Vitor Vieira é actualmente membro do Quarteto de Cordas de Matosinhos (QCM) e professor na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo. Tem vindo a desenvolver projectos inéditos em Portugal, como integrais do grande repertório para quarteto de cordas (foram já apresentadas em Matosinhos as integrais de Mozart, Mendelssohn e Schumann, estando em curso as de Haydn e Beethoven) e também obras dos mais importantes compositores portugueses. O QCM tem vindo a apresentar-se nos principais festivais de música em Portugal (Póvoa de Varzim, Espinho, Estoril, Coimbra, Dias da Música do CCB) e colabora com alguns dos mais destacados instrumentistas portugueses, como Pedro Burmester, António Rosado, Miguel Borges Coelho, Pedro Carneiro, António Saiote e Paulo Gaio Lima. O QCM foi recentemente seleccionado pela European Concert Hall Organization como um dos Rising Stars da temporada 2014/15, o que proporcionará uma tournée em algumas das mais importantes salas de concerto euopeias. Vitor Vieira estudou com os professores Alberto Gaio Lima na Escola Profissional Artística do Vale do Ave e Aníbal Lima na Academia Nacional Superior de Orquestra. Concluiu o Mestrado em Violin Performance com o professor Gerardo Ribeiro na Northwestern University, do qual foi também assistente, em Evanston, Chicago. Trabalhou em master classes com professores como Alexei Mikhline, Sergey Kravchenko, Eduard Wulfson e Mauricio Fux. Estudou também no Instituto Internacional de Música de Câmara de Madrid (Escola Superior de Música Rainha Sofia) com Rainer Schmidt, violinista do Quarteto Hagen. Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Obteve o 1º Prémio de Violino em nível médio (2001) e superior (2003) no concurso Prémio Jovens Músicos da RDP. Foi também vencedor do concurso para cordas Samuel Thaviu, em Evanston, e da Concerto Competition da NU (2005). Apresentou-se a solo em algumas das principais salas do país, nomeadamente os grandes auditórios da Fundação Calouste Gulbenkian, Centro Cultural de Belém, Culturgest e Casa da Música com as Orquestras Gulbenkian, Nacional do Porto e Académica Metropolitana. Apresentou-se também com a Northwestern University Symphony Orchestra no Pick-Staiger Concert Hall, em Evanston. Tocou em recital em várias cidades do país, e para a RDP em directo. Como membro do Quarteto de Cordas Tacet, obteve o 1º prémio de música de câmara do Prémio Jovens Músicos em 2004 e apresentou-se com este agrupamento em concertos no Festival de Sintra e na Casa da Música. Participou em master-classes com violinistas de vários destacados quartetos, como Gunter Pichler (Quarteto Alban Berg), Walter Levin (Quarteto Lasalle), Ida Beiler (Quarteto Melos), Philip Setzer (Quarteto Emerson) e Mathias Tacke (Quarteto Vermeer). Vitor Vieira é um entusiasta da música contemporânea, tendo trabalhado directamente com compositores como John Adams e Karin Renquist. Prossegue este interesse com o QCM, que estreou já obras de vários compositores portugueses: Carlos Azevedo, Carlos Guedes, Fernando Lapa, Vasco Mendonça, Miguel Azguime, Eurico Carrapatoso, António Chagas Rosa, Nuno Corte-Real, António Pinho Vargas, Álvaro Salazar, Sérgio Azevedo, Paulo Ferreira-Lopes, Eduardo Patriarca e Telmo Marques.

     

    Ana Tedim, 2º violino
    Ana Elvira Tedim nasceu em Vermoim a 17 de Outubro de 1991. Iniciou os seus estudos musicais aos 5 anos de idade na Academia de Música Costa Cabral, na classe de violino do professor André Melo. Em 1998, ingressou no Conservatório de Música da Maia onde integrou as classes dos professores José Tavares, José Despujols, Erika Bladh e Anna Kratochvilová, completandonesta instituição, o curso básico de música com elevada classificação. No ano de 2006, ingressou no Conservatório de Música do Porto na classe da professora Evandra Gonçalves, onde se graduou com distinção.
    Actualmente, frequenta o 3º ano de Licenciatura em Música na Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo do Porto (ESMAE) na classe do professor Vítor Vieira. Teve a oportunidade de trabalhar com vários professores, entre os quais: Gerardo Ribeiro, Yuri Nasushkin, Roberto Muttoni, Zofia Woycicka, Marta Eufrázio, Igor Lara, Ulla Maija Hallantie, Emmanuelle Bernard, Maxiilian Baillie e Kamila Namislovska. Em música de câmara, pertencendo a diferentes formações, trabalhou com os professores Carlos Azevedo, Marta Eufrázio e Teresa Correia.
    Integrou várias orquestras, nomeadamente, Orquestra de Jovens dos Conservatórios oficiais de Música, Orquestra de Jovens de Portugal – Momentuum Perpetuum, Ensemble das Terras do Sousa, OrquestraBISYOC – Intercultural Youth Orchestral Exchange, HARMOS Festival, Orquestra do Algarve e Orquestra Sinfonieta da ESMAE, tendo a oportunidade de ser dirigida por Manuel Ivo Cruz, Pio Salotto, Nicholas Kok, Christopher König, Rui Massena, Martin André, Julian Gibbons, António Saiote, Vytautas Lukocius, Harry Lith, Pedro Neves, Ernest Schelle, entre outros. Apresentou-se a solo com a Orquestra do Conservatório de Música do Porto (2009), com a Orquestra de Câmara da Maia (2012) e com a Orquestra Filarmonia de Vermoim (2013).
    Lecionou violino na Academia de Música Costa Cabral nos anos letivos 2011/2012 e 2012/2013. Presentemente, é membro da Orquestra de Câmara da Maia na qualidade de Concertino.

     

    Jorge Alves, viola, professor
    Descendente do Vale do Ave, Jorge Alves foi desde cedo recebido com carinho pela sociedade musical portuguesa. Agindo com espontaneidade e simpatia, o seu talento e determinação colocaram o seu nome para sempre ligado à viola, música de câmara e vanguarda musical. Construindo uma carreira sólida pautada pela ligação a grandes músicos e projetos importantes no panorama musical, a sua maior idade foi alcançada com a fundação do Quarteto de Cordas de Matosinhos, que pelo seu percurso notável de rigor, expressividade e energia foi nomeado um dos ‘Rising Stars’ do prestigiado programa musical da European Concert Hall Organization.
    Jorge Alves é um entusiasta da viola, da sua cultura e repertório, o seu empenho e vontade de partilha tem contribuído de forma muito significativa para o reconhecimento e divulgação dos valores estéticos e artísticos associados a este maravilhoso instrumento. Com uma relação estreita com as principais instituições portuguesas, Jorge Alves é professor na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto e sócio fundador e presidente da Associação Portuguesa da Viola D’Arco.
    Diplomado pela Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo do Porto, Academia Nacional de Orquestra e Universidade do Minho, ao longo do seu percurso académico estudou com Carlos Carneiro, António Soares, José David, Valentin Pretrov, Ryszard Wóycicki, Barbara Friedhoff, Anabela Chaves, Tibor Varga e Bruno Giuranna. Foi laureado em Viola e Música de Câmara no Prémio Jovens Músicos – RDP, nas classes Solista e Música de Câmara, no Concurso Internacional da Academia de Sta. Cecília em Portugruaro (Itália) e no Concurso Internacional de Música de Câmara de Alcobaça. Em 1997 recebeu uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian para aperfeiçoamento artístico que lhe permitiu estudar durante 3 anos sucessivamente na Escola Superior de Música de Sion (Suíça) e na Academia Walter Stauffer em Cremona (Itália).

     

    Jed Barahal, violoncelo, professor
    Concertista com mais de 25 anos de carreira, é mestre em música pela Yale University e licenciado pela Juilliard School de Nova York. Nas suas actuações em Portugal, Estados Unidos, Brasil e outros países, registam-se dezenas de concertos a solo com orquestra, para além de inúmeros recitais com piano, a solo, e de música de câmara nas mais variadas formações.  Possui um extenso repertório que abrange todos os estilos, incluindo nas suas apresentações obras contemporâneas em 1ª audição. Natural da Califórnia e residente em Portugal há mais de 20 anos, é professor adjunto da Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Instituto Politécnico do Porto desde 1993.

     

    Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, Portugal
    A Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE), pertencente ao Instituto Politécnico do Porto, surge, após a extinção da Escola Superior de Música, com o intuito de alargar a formação de nível superior a outras áreas artísticas, para além da música.
    Assim, formada em Dezembro de 1994, a ESMAE abrange, actualmente, três departamentos: o da Música, onde se dá formação nas mais variadas áreas, tais como instrumento, canto, composição, música antiga, jazz, produção e tecnologias da música; o Departamento de Teatro, que é responsável pela formação no ramo da interpretação, Direcção de cena, cenografia, figurinos, luz e som e o Departamento de Artes da Imagem que toca áreas como a Fotografia, o Cinema, o Audiovisual e o Multimédia.

    Como escola de artes performativas, a ESMAE dá particular atenção à necessidade de proporcionar apresentações e espectáculos dos seus alunos, complemento imprescindível para que se possam cumprir os objectivos dos seus cursos. Estes espectáculos têm como objectivo promover um contacto estreito e permanente entre os jovens artistas e o seu futuro público, que terá assim a oportunidade de os conhecer e de aprender a apreciá-los. Neste contexto, existe na ESMAE um Café Concerto e o Teatro Helena Sá Costa, que são palco de grande parte das apresentações da escola. Paralelamente, a ESMAE tem desenvolvido inúmeras parcerias dando assim aos alunos a oportunidade de mostrarem o seu trabalho fora da escola, nomeadamente através de concertos de música de câmara e orquestra, em Serralves, na Quinta da Bonjóia e no Coliseu do Porto, entre outros.

    A ESMAE tem, actualmente, cerca de 830 alunos e 130 docentes.

    Possui mais de 90 acordos de cooperação internacional e tem participado em vários projectos europeus desde 2003; é parceiro activo nas duas maiores associações europeias de instituições de ensino superior artístico (AEC e ELIA) e parceiro em vários projectos ERASMUS como Operamedia, IICS, SACS, La Follia, Phoenix e é promotora de vários festivais nacionais e internacionais como o HARMOS Classical, o HARMOS Plural, IRI e SET.