Project Description

    Piano, Harp and Percussion
    O Título Piano Harp and Percussion espelha a forma como é tratado o piano, ao longo do trabalho. O piano é encarado, para além da vertente a tecla, como verdadeiro instrumento de percussão stricto e lato sensu e de corda. O piano é tratado como um instrumento total, dentro e fora das teclas e das cordas, que, fruto das várias técnicas expressivas utilizadas, até pode soar como não sendo um piano, de facto, ou simplesmente soará como um não piano, ainda que o seja, de facto, ou, ainda, de forma perfeitamente assumida, nem soar como um piano, de todo. Esta é a beleza deste instrumento.

    O pianista toca, para além das teclas, dentro do piano – directamente nas cordas – cujo piano é encarado como um instrumento de percussão, onde as cordas são tocadas como se de uma harpa ou guitarra se tratassem e o toque é levado a cabo em todas as superfícies vibrantes e ressonantes do piano, desde o ferro até à madeira. A aposta na endogenia das ressonâncias, dos harmónicos, dos travejamentos e das madeiras ombreia, simbioticamente, com o uso de elementos exógenos, qual simples folha de papel ou polpa digital, passíveis de nos transportarem para outros ambientes geograficosonoros bem interessantes. O pianista congrega em si toda a síntese musical da execução, desde a parte solística, até à harmónica e repercutida.

    O pianista percussionista age sobre toda uma tradição dita erudita, a montante, procurando uma contemporaneidade multiestilística, abordando as mais variadas tendências do jazz e da third stream, numa sonoridade claramente urbana, caminhando num (des)equilíbrio perfeito entre a subtileza e o arrebatamento. O concerto tem por base o álbum Piano Harp and Percussion (editado em junho de 2012) e os dois novíssimos álbuns para piano solo 13 sketches for a landscape e 12 sketches for a soundscape (ambos lançados em Abril de 2013).

    Paulo Mesquita, piano e composição, alumni
    Paulo Mesquita estudou Piano no Conservatório Regional de Gaia e prosseguiu os seus estudos na Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo, no Porto, onde concluiu a Licenciatura em Piano.
    Foi Bolseiro de Doutoramento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito do estudo, análise e interpretação da obra integral para Piano solo e Concerto para Piano e Orquestra, do Compositor Samuel Barber. Actualmente, realiza um Doutoramento em Educação Artística, na Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (F.B.A.U.P.).

    Após um longo período ligado à interpretação pianística, no âmbito da Música, dita erudita, decidiu dar a conhecer as suas vertentes, desde sempre presentes, seja de improvisador, seja de compositor. Para Dança, compôs três Bailados: Ao Vento (2010), Companhia ao Vento, 30 por 1 linha e O Homem que só pensava em números (2011), Companhia Instável/Teatro do Campo Alegre.

    No seguimento da sua faceta de multinstrumentista, apresenta-se também em Guitarra solo, no âmbito do projecto Chambres des Petits Rêves e Corrupted Dialog, obra para Bailarina e Músico (cumulativamente Guitarrista e Pianista). Tem, igualmente, composto, gravado e interpretado ao vivo para Teatro, Para além do branco, a escuridão, in TIPAR (2012), e para Cinema, Miss Mishima (2011), curta metragem presente em inúmeros concursos nacionais e internacionais. Tem editados 3 cd de originais para piano solo: Piano Harp and Percussion , de 2012, e os 2 cd geminados 13 sketches for a landscape e 12 sketches for a soundscape, ambos de 2013.

    Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, Portugal
    A Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE), pertencente ao Instituto Politécnico do Porto, surge, após a extinção da Escola Superior de Música, com o intuito de alargar a formação de nível superior a outras áreas artísticas, para além da música.
    Assim, formada em Dezembro de 1994, a ESMAE abrange, actualmente, três departamentos: o da Música, onde se dá formação nas mais variadas áreas, tais como instrumento, canto, composição, música antiga, jazz, produção e tecnologias da música; o Departamento de Teatro, que é responsável pela formação no ramo da interpretação, Direcção de cena, cenografia, figurinos, luz e som e o Departamento de Artes da Imagem que toca áreas como a Fotografia, o Cinema, o Audiovisual e o Multimédia.

    Como escola de artes performativas, a ESMAE dá particular atenção à necessidade de proporcionar apresentações e espectáculos dos seus alunos, complemento imprescindível para que se possam cumprir os objectivos dos seus cursos. Estes espectáculos têm como objectivo promover um contacto estreito e permanente entre os jovens artistas e o seu futuro público, que terá assim a oportunidade de os conhecer e de aprender a apreciá-los. Neste contexto, existe na ESMAE um Café Concerto e o Teatro Helena Sá Costa, que são palco de grande parte das apresentações da escola. Paralelamente, a ESMAE tem desenvolvido inúmeras parcerias dando assim aos alunos a oportunidade de mostrarem o seu trabalho fora da escola, nomeadamente através de concertos de música de câmara e orquestra, em Serralves, na Quinta da Bonjóia e no Coliseu do Porto, entre outros.

    A ESMAE tem, actualmente, cerca de 830 alunos e 130 docentes.

    Possui mais de 90 acordos de cooperação internacional e tem participado em vários projectos europeus desde 2003; é parceiro activo nas duas maiores associações europeias de instituições de ensino superior artístico (AEC e ELIA) e parceiro em vários projectos ERASMUS como Operamedia, IICS, SACS, La Follia, Phoenix e é promotora de vários festivais nacionais e internacionais como o HARMOS Classical, o HARMOS Plural, IRI e SET.