Project Description

    Synesthesia
    Este projeto procura refletir sobre o ritmo acelerado com que se transforma a paisagem natural, negligenciando os espaços naturais, em detrimento da alimentação da máquina urbana que interfere com o ambiente natural, mas acima de tudo, transforma e molda os nossos parâmetros sociais. O crescimento das cidades, embora dinâmico e diverso, é cada vez mais espaço-intensivo, que se traduz numa incessante procura por zonas habitacionais, industriais, de serviços e redes de transportes, suplantando culturas e pressionando cada vez mais as paisagens naturais. O resultado surge da fusão entre impressões sensoriais visuais e auditivas, redesenhando a imagem do natural a partir do jogo mecânico e tecnológico, traduzindo-se num engenho que recria o movimento orgânico das árvores e o universo sonoro que a habita.

    Carlos Neves
    Frequentou o curso tecnológico de design da Escola Secundaria Camilo Castelo Branco. Licenciado em Design de Cenografia pela Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo (2013), tendo sido distinguido com o Diploma de Mérito pelo desempenho excepcional em 2010/11 do Instituto Politécnico do Porto. Em 2013 foi bolseiro do Núcleo de Investigação Científica e Desenvolvimento no âmbito do projeto de I&D intitulado “Design e Sustentabilidade ‐ A exploração das características dos materiais no desenvolvimento de imagética visual do espetáculo”. Ainda no seguimento deste projeto de investigação, colaborou com Hélder Maia na exposição intitulada de “Os Três Cosmonautas”, que integrou o programa do festival SET em 2013. Na área da cenografia trabalhou com, Sara Erlingsdotter na Ópera-Happening, “The Fairy Queen em Tibães”, com Ana Luena em “A Metamorfose”, com Nuno M Cardoso em “Morire di Classe”, Howard Gayton em “Commedia dell’Arte Achados e Perdidos”. Colabora como cenógrafo com, Confederação-Núcleo de Investigação Teatral e foi assistente de cenografia de Hélder Maia na opera “Diálogos do Medo”, encenada por João Enriques.

     

    Tiago Ralha
    Tiago Ralha (1990) iniciou os seus estudos musicais em 1993 na Associação Cultural “O Bando dos Gambozinos”, com a professora Suzana Ralha. Nesta escola aprendeu diversas atividades tais como Grupos Instrumentais, Piano, Percussão, Coro, Matemática, Xadrez, Expressão Plástica, Expressão Dramática, entre outras. Em 2002 ingressou no Conservatório de Música do Porto para o curso de Piano, que concluiu, à exceção de instrumento, e em 2006 foi contratado pela empresa Missom, Instrumentos Musicais, Lda, como aprendiz de construtor de instrumentos musicais e afinador de idiofones. Entre 2008 e 2010 foi professor no Colégio Espinheira Rio, onde leccionou Educação Musical a crianças dos 3 aos 12 anos. Em 2009 entrou na Licenciatura em Música, Variante em Produção e Tecnologias da Música na Escola Superior de Música, Artes e Espetáculo, tendo-a concluído no passado ano lectivo.
    Tem colaborado em alguns projetos com os Serviços de Áudio-IPP e com o Laboratório de Acústica Musical, assim como em projetos independentes como sonoplasta, técnico de som, ou técnico de gravação ao vivo e em estúdio. Como professor tem vindo a desenvolver a sua atividade estritamente com crianças, aproveitando o facto de desde cedo ter tido aulas de expressão musical, sob diferentes orientações, ora como educação pela arte, ora como parte integrante de um currículo mais ortodoxo. Desta forma, aproveitando este conhecimento das duas vertentes, teve ainda a oportunidade de desenvolver alguns projetos com crianças no âmbito das tecnologias da música, através do uso de equipamentos de áudio para ajudar a construir uma história ou um espetáculo.
    Atualmente é técnico de Áudio no Teatro Helena Sá e Costa em regime de bolsa, onde é co-responsável por todas as sonorizações desta instituição.

    Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo, Portugal
    A Escola Superior de Música, Artes e Espectáculo (ESMAE), pertencente ao Instituto Politécnico do Porto, surge, após a extinção da Escola Superior de Música, com o intuito de alargar a formação de nível superior a outras áreas artísticas, para além da música.
    Assim, formada em Dezembro de 1994, a ESMAE abrange, actualmente, três departamentos: o da Música, onde se dá formação nas mais variadas áreas, tais como instrumento, canto, composição, música antiga, jazz, produção e tecnologias da música; o Departamento de Teatro, que é responsável pela formação no ramo da interpretação, Direcção de cena, cenografia, figurinos, luz e som e o Departamento de Artes da Imagem que toca áreas como a Fotografia, o Cinema, o Audiovisual e o Multimédia.

    Como escola de artes performativas, a ESMAE dá particular atenção à necessidade de proporcionar apresentações e espectáculos dos seus alunos, complemento imprescindível para que se possam cumprir os objectivos dos seus cursos. Estes espectáculos têm como objectivo promover um contacto estreito e permanente entre os jovens artistas e o seu futuro público, que terá assim a oportunidade de os conhecer e de aprender a apreciá-los. Neste contexto, existe na ESMAE um Café Concerto e o Teatro Helena Sá Costa, que são palco de grande parte das apresentações da escola. Paralelamente, a ESMAE tem desenvolvido inúmeras parcerias dando assim aos alunos a oportunidade de mostrarem o seu trabalho fora da escola, nomeadamente através de concertos de música de câmara e orquestra, em Serralves, na Quinta da Bonjóia e no Coliseu do Porto, entre outros.

    A ESMAE tem, actualmente, cerca de 830 alunos e 130 docentes.

    Possui mais de 90 acordos de cooperação internacional e tem participado em vários projectos europeus desde 2003; é parceiro activo nas duas maiores associações europeias de instituições de ensino superior artístico (AEC e ELIA) e parceiro em vários projectos ERASMUS como Operamedia, IICS, SACS, La Follia, Phoenix e é promotora de vários festivais nacionais e internacionais como o HARMOS Classical, o HARMOS Plural, IRI e SET.